Estrias Avançadas da Medicina Estética PDF Imprimir E-mail
Escrito por Denis Henrique Silva   
Qua, 09 de Maio de 2007 20:42
As estrias, lesões longas e lineares geralmente decorrentes da ruptura das fibras de colégeno e elastina da pele, ocorre em regiões do corpo como coxas, nádegas, barriga (principalmente na gravidez) e algumas vezes no dorso do tronco dos homens. Estrias: Avanços da medicina e da estéticaAs estrias, lesões longas e lineares geralmente decorrentes da ruptura das fibras de colégeno e elastina da pele, ocorre em regiões do corpo como coxas, nádegas, barriga (principalmente na gravidez) e algumas vezes no dorso do tronco dos homens. Existem basicamente dois tipos de estrias: as rosadas, que são as mais fáceis de serem resolvidas e as nacaradas. Esta última são estrias antigas onde já ocorreu a formação da fibrose e geralmente são mais esbranquiçadas. Existem várias técnicas eficientes contra as estrias, mas a maioria dos médicos recomenda a utilização de pelo menos duas delas em combinação. Os resultados são superiores aos conseguidos com uma técnica isolada. Uma exceção seria alguns casos de estrias recentes, quando o uso de apenas uma técnica pode ser bem eficaz.

O mecanismo é simples: se você encher demais uma bexiga, ela estoura. O mesmo ocorre com nossa pele. Se ela esticar demais - seja devido ao crescimento ou ao aumento de peso - as fibras elásticas localizadas na derme (camada intermediária da pele) se rompem e formam um corte, como se fosse uma erosão. O sangue extravasa dos capilares, inunda as fibras rompidas, provocando um microhematoma que se reflete imediatamente na pele, em forma de vergão avermelhado. Os tratamentos iniciados nesta fase podem melhorar a aparência final das estrias, principalmente das menores, conforme a condição da pele. A reação do organismo à lesão faz com que as estrias fiquem mais longas, largas e escuras com o passar do tempo, ganhando um tom arroxeado. Nesta etapa ainda existem possibilidades de obter bons resultados com os tratamentos. Entre um e dois anos, as estrias ganham uma coloração esbranquiçada, sinal de que a pele original foi substituída por um tecido fibroso. O aspecto é de uma cicatriz mais espessa e profunda. A partir desta última etapa, os tratamentos não são tão eficazes. Mesmo assim, é possível melhorar a aparência da estria, deixando-a mais estreita e diminuindo sua depressão. (fonte: Érika Vernier da Revista Plástica e Beleza)

Alguns tratamentos disponíveis:

- Peeling (Esfoliação)


O peeling químico utiliza substâncias que atuam levando à descamação da pele superficial, promovendo o crescimento de uma nova pele. Nas fases iniciais das estrias, o peeling com ácido retinóico pode ser usado com bons resultados, mas nas fases mais tardias recomenda-se o uso dos alfa-hidróxiácidos (também podem ser usados nas recentes). O tratamento é dividido em várias sessões, e pode causar os seguintes efeitos: ardência, coceira, descamação. É importante lembrar que durante o tratamento deve ser evitada a exposição ao sol.

- Microdermatoabrasão

Utiliza-se um aparelho capaz de esfoliar ("lixar") a pele, com uma ponta de cristal ou diamante. Ocorre a descamação da pele que recobre a estria, estimulando sua regeneração. Uma grande vantagem dessa técnica é que ela estimula também a produção da elastina, que é responsável pela firmeza e elasticidade da pele. Segundo alguns dermatologistas, essa técnica pode ser usada antes de outros procedimentos, como o peeling químico ou a intradermoterapia, pois facilita a penetração dos princípios ativos dessas últimas. O tratamento com a microdermatoabrasão é feito em algumas sessões, e os efeitos podem ser os mesmos que os obtidos com o peeling.

- Intradermoterapia

Consiste na injeção de substâncias, como o ácido glicólico, a vitamina C ou outras, que estimulam a formação de uma nova pele. A injeção é feita ao longo de toda a estria, com agulhas finíssimas, melhorando a circulação local e a produção de proteínas da pele. Consegue-se com isso a redução da altura e da espessura das estrias. São necessárias várias sessões, e a aplicação pode ser dolorosa. Assim como nos casos anteriores, a exposição ao sol deve ser evitada.

- Micropunturação + Aplicação de enzimas

Na primeira fase, é utilizado um aparelho próprio que promove a estimulação elétrica na região da estria. Essa estimulação modifica o formato das células, que passa a ser próximo do normal. Na segunda fase, são aplicadas algumas enzimas que fazem com que as células mantenham esse formato. Ao contrário dos tratamentos anteriores, nesse caso indica-se que a paciente exponha-se ao sol por pelo menos 20 minutos durante a semana, pois os raios ultravioleta estimulam a produção das células que fazem a coloração da pele. Com isso, há uma repigmentação da estria, fazendo com que a sua cor esbranquiçada fique próxima à da pele normal. São necessárias várias sessões, e não é indicado para indivíduos que já utilizaram as técnicas com ácidos.

- Laserterapia Vascular

A aplicação do laser leva à redução dos vasos sanguíneos nas estrias, reduzindo sua coloração arroxeada, rósea. Leva também ao aumento das proteínas da pele. São feitas várias sessões, com intervalo de 15 dias. Consegue-se atenuar bem a aparência da estria.

- Laser CoolTouch

Esse tipo de laser não promove a esfoliação da pele, mas age nas camadas profundas da pele estimulando a produção das proteínas da pele. São necessárias algumas sessões, que são rápidas e não causam ardência, vermelhidão e descamação. Também é utilizado no tratamento das rugas.

- Subcisão

Nessa técnica, introduz-se uma agulha grossa e com ponta cortante abaixo da estria, fazendo-se movimentos de vai-e-vem. Isso causa lesões no tecido, levando à formação de novas proteínas que vão preencher os locais onde elas faltavam. Esse tratamento leva à formação de manchas roxas, que representam saída de sangue dos vasos, o que é importante pois também estimula a produção dessas proteínas. Também é usado no tratamento da celulite.

- Hidroxiapatita com metilcelulose

É uma técnica nova e ainda pouco utilizada. Desenvolvida por brasileiros, consiste na injeção dessas substâncias na região da estria, fazendo com que os tecidos ao redor da mesma produzam mais proteínas que vão preencher o espaço morto. O tratamento é indolor e eficaz em até 90% dos casos. Não existem contra-indicações e os efeitos colaterais são mínimos, consistindo apenas em uma vermelhidão local nos dias seguintes à aplicação. São necessárias pelo menos 6 aplicações.

 
Última atualização ( Ter, 28 de Abril de 2009 21:13 )
 

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